Área 118 / Condominium

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The collective dwelling: yesterday, today, tomorrow

A habitação coletiva: ontem, hoje e amanhã

Qualquer ente, instituição, escola, revista, centro de estudos ou ainda simplesmente, qualquer designer, que deseja se aprofundar nos conteúdos disciplinares que giram em torno da arquitetura, não poderia deixar de focalizar o seu interesse e sua própria investigação, no tema da casa, da habitação coletiva e assim, do habitar. Todo argumento, todo o aspecto do projeto, seja em relação a uma grande escala e paisagem, seja focada no estudo de questões urbanas e da cidade, seja envolvendo uma pequena dimensão ou na esfera individual, em qualquer modo, deve se confrontado com as necessidades, derivadas da exigência que existe em uma sociedade, de viver de forma agregada e interligada. Com exceção do sonho americano da casa individual e da cidade difusa, que possibilita a conjunção casa-carro, o século XX consolidou e desenvolveu ao nível global, um modelo de edifício residencial multi andares, difundindo no mundo como um ícone de sociedade moderna e desenvolvida, adequado para satisfazer, seja as necessidades da cidade industrial, seja a vida das metrópoles contemporâneas. Obviamente, por sua universalidade, a literatura sobre o assunto é interminável, assim infinitas são as análises e as variantes tipológicas e agregadas, as experimentações, a difusão internacional que faz atravessar do oriente ao ocidente cada hipótese habitacional de hoje, correndo o risco de uma excessiva simplificação, tentando fazer sínteses extremas, capazes de focalizar algumas questões que continuam a manifestar a própria rigorosa atualidade.
1. Hardware e software
Cada projeto de residência coletiva inclui uma solução específica construtiva, que conduz a uma determinada consistência física e arquitetônica e, uma esperada categoria de usuários que definem um determinado programa do uso e da vida no interior do edifício. Se os dois aspectos não são coordenados e igualmente projetados, o resultado pode provocar conseqüências negativas seja para a vida do edifício, seja para a vida dos habitantes. Uma consciência similar é determinada especialmente pela construção popular, aonde também estão presentes as soluções arquitetônicas de qualidade, onde uma programação errada do uso, tal como a concentração excessiva em um único lugar de núcleos pertencentes às classes particularmente pobres, pode tornar o edifício não habitável ou mesmo uma parte da uma cidade que o acolhe.
2. A questão da dimensão
O edifício residencial de vários andares é constituído de núcleos de ligação, escalas, elevadores, escadas rolantes, corredores e células habitacionais, contudo, este modelo não pode ser multiplicado sem critérios e indefinidamente, porque o tamanho e a extensão do edifício, seja em termos de número de apartamentos que em número de andares, impõe limites que não são construtivos, mas de uso, as proporções exageradas dos muitos exemplos, revelam um estabelecido declínio na qualidade da habitação e condições de vida. A escala do projeto deve portando ser coerente seja intrinsecamente, seja em relação ao contexto urbano em que se encontra; o edifício residencial deve evitar tanto o papel de monumento como a excepcionalidade.
3. Identidade e repetição
A indiferença e a repetição dos lugares para habitar e a homegenização do edifício a um qualquer produto industrial a ser repetido em série, demonstrou a própria incapacidade gerar urbanização, qualidade de vida, indentidade, senso de participação. O tema da variação e das diferenças entre edifícios vizinhos, é ligado com o mesmo desejo do indivíduo de reconhecer a própria existência e a própria casa como uma experiência pessoal.
4. A fixação ao solo
A lacuna entre a cidade – definida como o horizonte sobre o qual são traçadas as ruas, praças, jardins, ou seja lugares coletivos e de vida agregada – e o apartamento, concebido como um espaço privado e reservado por excelência, precisa encontrar no edifício, um lugar intermediário, híbrido, que elimine a exigência de “fronteira” ou o confronto que pode ser gerado pela combinação de duas realidades evidentemente opostas. A fixação ao solo de um edifício de vários andares residencial pode acomodar lojas, serviços, ambientes que não exigem o nível de privacidade de uma habitação permitindo aos usuários a oportunidade de encontra-se nestes lugares de relações sociais.
5. Flexibilidade e adaptabilidade social
A casa como lugar de vida familiar deve ser adaptável às necessidades e às mudanças comportamentais e sociais contemporâneas. Se, por exemplo, a família era uma vez um núcleo estável e suficientemente imutável, hoje as exigências e hábitos de vida, deveriam poder ser refletidos na conformação tipológica e distributiva do apartamento, permitindo subdivisões e eventuais separações do núcleo familiar e assim da própria casa sem particulares complicações. Do mesma modo, um habitat de hoje, deveria ser capaz de facilitar as novas oportunidades oferecidas com o trabalho online e telefônico e assim refletir e adaptar-se cada vez mais, às rápidas mudanças do uso e costumes da sociedade.
6. Durabilidade e longevidade
Como cada objeto, também o edifício residencial tem seu determinado ciclo de vida, no entanto, viver em um lugar na fase final deste ciclo, envolve a convivência com um forte estado de deterioração que empobrece, inevitavelmente também as condições de vida internas do habitat além de gerar uma degradação urbana que, infelizmente caracteriza muitas periferias contemporâneas. Portanto, um projeto arquitetônico, deveria poder consentir ao elemento, seja um envelhecimento digno, seja uma facilidade de manutenção que valorize o papel e a imagem dentro do contexto urbano.
7. A necessidade ambiental
Mais de 35% das necessidades energéticas mundiais, são decorrentes das exigências da habitação contemporânea, para refrescar, esquentar, iluminar a casa. Óbvio que em um breve período, se conseguíssemos construir ou recuperar o patrimônio edificado existente, empregando o uso de um maciço e extenso conjunto de técnicas e modalidades destinados a alcançar uma sustentabilidade global do produto, poderemos reduzir as emissões de poluentes em um maneira relevante, além de produzir uma economia energética generalizada que surge como uma exigência que não pode mais ser adiada.

Marco Casamonti

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