Area 126 / Hamburg

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Hamburg, reflections of water and architecture

Hamburgo, reflexões de água e arquitetura

Em Hamburgo um fio vermelho tijolo conecta a espetacular e muito conhecida construção do Elbphilarmonie projetada por Herzog & de Meuron, ainda em fase de finalização, com a expressiva silhueta da Chilehaus de Fritz Höger. Seria entanto um erro grave limitar as afinidades entre estes extraordinários ícones no âmbito estilístico. Em meio, apesar da mudança de século e milênio, de uma frenética atividade industrial e portuária, bombardeamentos, destruição e o tocar de um sino que deu início, depois da segunda guerra mundial, a um imponente trabalho de reconstrução e atualmente de regeneração urbana. O caso Hamburgo representa de fato, literalmente, o verdadeiro significado da essência de uma cidade: um todo em continua transformação que acompanha a necessidade do morar, das condições econômicas e sociais e assim da vida de seus habitantes. A paisagem e a mistura harmônica da tradição, expressionismo e modernidade – também na sua declinação mais dura e radical citada por Hilberseimer – não é um aspecto particular da longa tradição de planificação urbana através da qual a cidade se é organizada, a partir do “Federplan” do início do século, segundo linhas de desenvolvimento que envolvem o inteiro âmbito metropolitano em direção às diretrizes infra-estruturais principais. Embora, o fervor das atividades industriais e comerciais relacionadas ao porto, tendendo a um crescimento para o externo, há alguns anos, devido a uma desindustrialização inevitável das áreas centrais, tornaram-se disponíveis, devido ao desinvestimento e novas relocações necessárias, imensas áreas sobre diversos waterfront que foram, e ainda são, objeto de uma grande obra de “densificação” urbana. Aquilo que Wilhelm Schulte, responsável pela planificação e desenvolvimento urbano de Hamburgo define como, “mais cidade dentro da cidade”, é o principal objetivo estratégico de uma nova política de ambiente urbano que tende a diminuir a cidade, reduzindo as necessidades conectadas com mobilidade e salvaguardando ao mesmo tempo a construção e melhoria de áreas verdes e dos parques da cidade com a conseqüência, cuidadosamente desejada, de tornar mais atraente o fato de residir no centro em relação a uma tendência que em décadas anteriores levava os habitantes a preferirem a possibilidade de morar nas áreas periféricas.
Coerentemente com a busca na qualidade dos espaços e da vida urbana, todas as escolhas foram orientadas segundo modalidades funcionais, logísticas, construtivas e de infra-estrutura, baseadas na eco-compatibilidade das intervenções focando, tanto na redução energética e utilização de energia proveniente de fontes renováveis, como no desejo de valorizar do ponto de vista arquitetônico a morfologia urbana. Portanto, o município promove atividades para estender e generalizar a utilização de concursos de arquitetura e dos processos participativos, fazendo o papel de mediador entre o envolvimento direto de muitos protagonistas do debate arquitetônico contemporâneo e o crescimento de uma nova geração de arquitetos locais que,  próprio através dos processos de competições e seleção de idéias, contribuíram de maneira determinando ao renascimento virtuoso da cidade.

Marco Casamonti

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Download “More city in the city”, a dialogue with Wilhelm Schulte and Jörn Walter