Área 124 / Novas geometrias

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New geometries 

Novas Geometrias 

A era heróica de experimentação do espaço e formas complexas são consumidas nos esforços de quem, convencido da necessidade daquela pesquisa, forçava a si mesmo e sua equipe à olhar no espelho fios catenários pendurados no teto que caiam em direção do espelho, ou de cabeça para baixo, e em seguida, redesenhar e reproduzir as formas em papel ou, como costumava fazer o famoso Antoni Gaudí, que dava vida às próprias “entranhas fitomórficas “, usando redes de pesca, ou correntes, que interagiam com sistemas de pesos a fim de poder mudar e orientar a estrutura geométrica, obtendo visões inéditas e envolventes. Por esta pesquisa única e irrepetível, e pela sua  própria complexidade intrínseca e consequentemente habilidades, ele possuía poucos seguidores e menos ainda clientes visionários dispostos a assumir o ônus da construção, que em alguns aspectos apenas um  expressionismo pré-moderno conseguiu manifestar o significado, e o desafio contínuo para a simplificação do assentamento espacial e formal reduzido ao estudo dos volumes estereométricos e rigorosos. No entanto, esta forma de compreensão e concepção de espaço, relutante a ser representado e descrito na vista cartesianas das plantas,cortes e elevações, foi capaz de encontrar uma maior difusão devido à facilidade com que os desenhos no computador e softwarse especializados tornaram acessível à todos os estudo de forma, geometrias complexas e derivadas aplicações de geometrias  não-lineares. Portanto apurado a proliferação contemporânea de projetos regidos por traçados que seguem não apenas linhas ou geração de curvas ou ainda a articulação entre estes, mas novas complexas espacializações, por vezes levadas ao extremo de “visibilidade contínua”, serviria pergunta-se  caso isso corresponde a uma sensação real e uma verdadeira vontade do arquiteto, ou vice-versa, não representa já uma forma – se não uma moda – feito conveniente por meios técnicos hoje disponíveis e negados anteriormente pela a maioria. Sem ceder à um ludismo nostálgico, e constatado que a arquitetura como uma disciplina é Kantianamente uma arte de serviço que serve um propósito – o habitar em suas muitas variações – e que tal arte se expressa por meio de uma técnica e meios técnicos adequados à sua concepção e construção, não podemos dizer nada sobre a disseminação de costumes conceituais derivados. Pelo contrário, à julgamento de quem escreve, tal facilidade acessível à modelagem espacial pode retirar do arquiteto o tempo da pesquisa e da reflexão atrofiando todo desejo crítico e intelectual da prioridade do pensamento sobre a ação, da teoria e da técnica e, em última análise, do homem sobre a máquina. Isso não significa que sobre o projeto feito no computador não possa ser atribuída a licença de explorar caminhos que caso contrário seriam negados, até mesmo tal âmbito de pesquisa parece longe do esgotamento e do cume de sua potencialidade, de qualquer modo continua a certeza de que a arquitetura é uma disciplina que deve ser guiada pela intencionalidade e por uma capacidade de visão que a mova mais para perto da arte literária e a história mais que para a busca arbitrária de uma plasticidade que em muitos casos acaba por em si mesma esgotar-se, no virtuosismo plástico e construtivo. Se não existe uma razão última que suporta e fundamenta o projeto, o projeto não existe, continua a ser um puro exercício gráfico e, às vezes, infelizmente também construtivo.

Marco Casamonti

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Download “Precursors and experiments in “non-linear” geometry” of Silvia Fabi