Área 120 / Beirut

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Beirut a city in continuous metamorphosis    

Beirute uma cidade em contínua metamorfose

A Beirute de hoje é uma cidade ancestral e contemporânea ao mesmo tempo. Metaforicamente partes que surgem como placas teutônicas, que se colidem umas contra os outras, sem ser capaz de fundir-se, flutuando em um magma sem integrações ou relações entre as partes, porém Beirute é uma cidade inegavelmente super moderna, multi-étnica e multi-religiosa, aonde as diferenças constituem o baixo contínuo da vida cotidiana, a verdadeira essência de um lugar, aonde se sobrepõem inúmeros caracteres de insediamento, social, político e religioso.
Em um contexto rico de contrastes e contradições, a capital do Líbano é também em parte, por causa de uma história tão conturbada e polêmica, um laboratório extraordinário de evolução, onde a “biodiversidade” não tem nada de congênito ou de pacífico, resultando ainda mais, como a natural conseqüência de uma sucessão antiga e dos implacáveis domínios, conflitos e destruições. Tal conflito não pode em qualquer caso, ser liquidado com superficial destaque o com uma apaixonada convicção de uma catarse, considerado por muitos como inevitável, mostrando, sim, como uma oportunidade, que reflete uma tendência constante de construir e reconstruir – infelizmente caoticamente, e em um modo não orgânico – mais do que um evidente valor de viver que transparece, junto aos traços das balas e batalhas, de cada muro o janela da cidade.
Evidentemente Beirute possuí no próprio patrimônio genético, extraordinários e invencíveis anticorpos que a permitem de regenerar-se e propor-se no tempo como um dos principais teatros políticos e financeiros para a inteira zona do oriente médio, conseguindo resistir às profundas mutações, mas também seria melhor definir, “amputações“, de porções inteiras de um corpo urbano, que continua a resistir a invasões, guerras civis, atentados, incêndios e destruição de todos os tipos.
Para a comunidade científica, mais ainda para cada estudante dos “fatos urbanos“, Beirute representa o texto ideal, sobre o qual calcular o efeito das estratégias de transformação urbana, o valor e o papel que ordena o masterplan em relação a rígida instrumentação do plano e dos planos; mas também o lugar em que podemos avaliar com unânime concordância, o quanto é necessário e indispensável para o governo do território, colocar em ação estratégias de regulamentação da iniciativa privada. De fato, a experiência de Solidère, sociedade encarregada em reconstruir o “central discrit” e uma uma parte importante do “waterfront”, se não pode não ser considerada positiva pela extraordinária rapidez de ação, é unanimemente criticada pelo inevitável condicionamento, que lhe é atribuído, pelo efeito combinado da necessidade de flexibilidade operativa com as enormes pressões.
Tanta especulação que marcam as áreas individuais, com tanta pressão, a ponto de condicionar a estratégia global da intervenção – como referência podemos citar o fato que dentre os 1500 prédios considerados de relevância histórica arquitetônica, foram conservados menos de um quinto, os outros foram cancelados durante os anos da lista e da memória dos cidadãos de Beirute, como denunciam muitos intelectuais que deram a vida, na rede social ao grupo “save Beirut heritage”. Se trata em todo caso de uma experiência de extremo interesse, porque liberou a área do peso e dos vínculos das diversas propriedades dos terrenos, submetendo-os ao controle de uma única entidade, capaz de agir com extrema decisão e liberdade, uma liberdade que evidentemente coloca sobre a mesa, questões de caráter ético e operativo. No entanto, a procurada exclusividade em reconstruir o centro, a espera por uma nova imagem urbana que caracterizasse o “centro“ dos centro dos três continentes, autorizou os investidores privados a promover projetos internacional globalizados capazes de reafirmar a idéia de Beirute como “Paris do Oriente”, através de prédios iconográficos, projetos aos quais foram convidados a participar, depois da experiência do novo “Souk” de Rafael Moneo, os “mesmos notáveis”: Zaha Hadid,  Jean Nouvel ou Norman Foster, que conferiram valor (imobiliário) e fama a operação antes mesmo de serem construídos. Com isso, estão “fora de jogo”, os melhores arquitetos libaneses, alguns com comprovada competência e inteligência, como demonstram as obras neste número.

Laura Andreini

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